Minha vida será sempre o mesmo livro envelhecido de capa vermelha: Sei que nunca vou entender os personagens que invadem os trechos do meu conjunto de folhas de papel, mas posso virar as páginas e descobrir figuras que me roubam da memória o que foi ruim no enredo.
Algumas são tão claras e modestamente divinas, que te põe na mente crer que anjos sem asas existem, no entanto outras, criam obras impecáveis que as tornam incrivelmente estúpidas e desagradáveis; essas eu tenho o grande desprazer de cruzar em meio ao caminho, mas tenho uma sorte maior ainda que faz com que eu me livre delas rapidamente.
Eu acredito que as pessoas podem guardar a pureza encantadora do primeiro olhar, afinal, todos nascem com essa transparência, e não é tão dificil conservar a nitidez no decorrer da vida.
Por muito tempo observei todas as pessoas tentando descobrir o que as tornavam tão idiotas, foi estudando você que descobri.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
11.11.11
... Ainda é madrugada, meu amor. Vista aquela roupa que te deixa suavemente linda, pois hoje ficaremos em casa esperando que o senhor dos desejos deslize brandamente em silêncio.
Segura teu melhor pedido e dissolve a pior lembrança de tudo que te compõe.
Escuta esse Jazz comigo e guarda minha mão na tua. Vamos atravessar este portal livres de toda e qualquer forma de dor que há neste mundo antiquado para nós.
-
Acompanha o alinhamento pequeno cristal...
Escuta o intenso sossego da sua alma se unindo à essa essência divina.
Leve-a.
Segura teu melhor pedido e dissolve a pior lembrança de tudo que te compõe.
Escuta esse Jazz comigo e guarda minha mão na tua. Vamos atravessar este portal livres de toda e qualquer forma de dor que há neste mundo antiquado para nós.
-
Acompanha o alinhamento pequeno cristal...
Escuta o intenso sossego da sua alma se unindo à essa essência divina.
Leve-a.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Não reprima, se cure.
Para ler ouvindo: Frank Sinatra - That's Life. (that's what all the people say...)
"Se limpa de tudo que te causa dor aguda e azeda seu sorriso."
Parei de fechar os ouvidos para o que eu mesma aconselho. To varrendo o apego e não é pra debaixo do tapete, é pra fora de mim, pra fora de casa, pra fora da cidade até que desapareça para sempre. To me adiantando de mim, do tempo que perdi, do que é ruim dentro de mim e isso está de fato me fazendo um bem que não se pode deter.
Parei com as oscilações de sentimentos. Uma hora te amo, uma hora te odeio... Agora é real, to apenas me limpando. Chorei tudo aquilo que não havia chorado quando me faltava tempo. Novo emprego, estudos, família, amigos, finanças, problemas, problemas, problemas...
Chorei um choro tão ofendido, que chegava a me ofender também. Ofendia meu coração, ofendia minha alma, meu sorriso, minha poesia... Ofendia tudo de mim... Estávamos em mesma sintonia e era notável, falávamos a mesma língua, -razão, razão, razão...- Nós éramos presentes na mesma vontade de despedida. Me esvaziei de tudo aquilo que transbordava em mim: Dor, saudade, agonia, apego, desgaste... Agora to abrindo espaço pra tudo que me faz bem de verdade.
Abri todas as portas da casa, inclusive as janelas. Aquele cheiro de você está saindo e eu quase não me lembro do som que tem na tua voz. É tão bom ver a luz entrar, e eu já nem me lembrava que Maria havia plantado lírios no jardim.
To aprendendo a viver sem alguém que vive bem sem mim, e isso está me fazendo um bem tão ilimitado, que seria pecado moderar.
"Se limpa de tudo que te causa dor aguda e azeda seu sorriso."
Parei de fechar os ouvidos para o que eu mesma aconselho. To varrendo o apego e não é pra debaixo do tapete, é pra fora de mim, pra fora de casa, pra fora da cidade até que desapareça para sempre. To me adiantando de mim, do tempo que perdi, do que é ruim dentro de mim e isso está de fato me fazendo um bem que não se pode deter.
Parei com as oscilações de sentimentos. Uma hora te amo, uma hora te odeio... Agora é real, to apenas me limpando. Chorei tudo aquilo que não havia chorado quando me faltava tempo. Novo emprego, estudos, família, amigos, finanças, problemas, problemas, problemas...
Chorei um choro tão ofendido, que chegava a me ofender também. Ofendia meu coração, ofendia minha alma, meu sorriso, minha poesia... Ofendia tudo de mim... Estávamos em mesma sintonia e era notável, falávamos a mesma língua, -razão, razão, razão...- Nós éramos presentes na mesma vontade de despedida. Me esvaziei de tudo aquilo que transbordava em mim: Dor, saudade, agonia, apego, desgaste... Agora to abrindo espaço pra tudo que me faz bem de verdade.
Abri todas as portas da casa, inclusive as janelas. Aquele cheiro de você está saindo e eu quase não me lembro do som que tem na tua voz. É tão bom ver a luz entrar, e eu já nem me lembrava que Maria havia plantado lírios no jardim.
To aprendendo a viver sem alguém que vive bem sem mim, e isso está me fazendo um bem tão ilimitado, que seria pecado moderar.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
L'amour de ma vie.
-
Iniciei uma conversa muito séria comigo mesma. Nela eu dizia que amores eu terei em pencas, cachos e porções, mas todos não passarão de exemplos e lições pra que eu vá aprendendo como é me quebrar, me abater com o peso dos outros ou quem sabe me zelar a respeito de tudo o que é falso no mundo.
É interessante conversar na terceira pessoa. É produtivo. Você aprende que amor não é tão amor quando alguém vem impuro até você. Aprende que você sempre irá servir de Band-Aid para cobrir a ferida de alguém e, em seguida, será jogada no lixo, e no lixo vai ficar por muito tempo se negando que sim, você ainda está apaixonada, tolinha.
Mas que mal tem? Você nunca teve o hábito de usar este método, pois o achava um golpe baixíssimo e fora da realidade do seu caráter. Ai quando te apresentaram, achou justo usar, afinal, tudo o que era falso vinha até você querendo te levar para a cama. Foi ai que aprendeu a jogar o jogo da natureza masculina.
Foi aí que eu aprendi, que o amor da minha vida, a história da minha vida, a canção da minha vida seja feita de rabisco ou uma escrita perfeita, não irá aparecer enquanto eu buscar nas pessoas um curativo que me faça recuperar o fôlego.
Garota, entenda de uma vez... O homem da sua vida não será aquele que irá te chamar para jantar e te ouvir durante toda a noite com aquele olhar de quem está interessado em seus problemas, desafetos e carências. Seu possível amor não será aquele garoto que pedirá seu telefone quando você já nem espera nada da cidade, do mundo... Tão pouco será aquele que não pedirá um beijo no primeiro encontro e de um modo impressionante, irá te surpreender com uma ligação no fim do dia seguinte chamando-a para tomar um café na Rua Gurgel, talvez.
Eu aprendi que esses amores ai, esses comuns que você vê em cada esquina, são apenas lições: Vou pegando cada uma e guardando dentro do bolso para colocar na minha armadura contra desilusões.
Todo homem sabe o que uma garota quer. Por isso ele vai deixar que você fale a noite toda sobre seu trabalho, os episódios que só você achará graça mas que o fará rir também, afinal, ele precisa manter o personagem perfeito para a conquista. Seu cão que morreu, seu trauma de infância, suas alergias, os remédios que já tomou, os distúrbios neurológicos e por ai vai... Vai e você nem percebe que o amor da sua vida, não será aquele homem que já te vem com intenções, será aquele que vai aparecer limpo de todas as coisas ou apenas do que é essencial. Seu papel será somente oscilar a mesma frequência, por isso se limpa de tudo que te causa dor aguda e azeda seu sorriso.
O amor da sua vida, a história da sua vida e o fim das suas canções tristes da madrugada, será aquele garoto, que simples, vai te chegar limpo também. Sem curativos. Nada de feridas. Só páginas em branco e muito amor para dividir, somar sem subtrair...
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Emoções. II
Escuta... Eu confiei minha vida à você. Confiei meus segredos, meus amores, minhas falhas, minha maior saudade... Te confiei minha canção! Aquela que dizia por mim quando o vento ia levando tudo embora, se lembra? A que desenhava sem borracha minhas faltas, meu desespero, minha paisagem... Te confiei a estrela Alpha da minha constelação. Te confiei tão cega meu coração, e olha o que fez: Quebrou.
Parei de ouvir meu coração, para escutar o seu. Te doei o centro da minha consciência e o resgatei, agora só empresto. Tu me limpou de tudo que era bom dentro de mim. Nada me interessa. Tudo me suga, me seca, me empresta, não me devolve.
Te dei um coração tão em paz, e eu teria ganho mais se tivesse trocado por balas 7 belo.
Parei de ouvir meu coração, para escutar o seu. Te doei o centro da minha consciência e o resgatei, agora só empresto. Tu me limpou de tudo que era bom dentro de mim. Nada me interessa. Tudo me suga, me seca, me empresta, não me devolve.
Te dei um coração tão em paz, e eu teria ganho mais se tivesse trocado por balas 7 belo.
Emoções.
Só quem já visitou uma galáxia, reconhece o conforto que é se deitar em pétalas de algodão.
Só quem já foi estrela, sabe o que é confundir as cores quando se tem tantas passeando entre os dedos.
Isto foi um sonho. Um sonho de verdade e que de uma forma nada convencional, me disse que eu estava prestes a morrer. Disse de um modo tão belo, tão incrivelmente imaginário, que até hoje posso sentir o gosto metálico das cores que minha supernova desenhou.
Eu fui sonho, fui real, fui prazer. Fui um tempo e, nesse tempo, era bom sentir prazeres.
Confiei minha vida a outra vida. Confiei meus segredos até o mais íntimo deles. Confiei meus amores, minhas faltas, minhas falhas, meu egoísmo, euforia, atenção, apreensão, atração... Confiei minha fé e o que ficou foi isso ai... Essa ausência.
De todos os sentimentos que um dia foram meus, até a decepção se foi. Desencanto, luto... Também os piores sentimentos afastaram-se e estes sim, disseram adeus com deboche quando eu já quase implorava para que ficassem, pois eram só o que me preenchiam: Cólera, horror, culpa, desamparo, derrota...
Sei que não me servia das emoções na maior -ou menor- parte do tempo, mas elas existiam e estavam aqui. Me bastava. E se eram minhas, que ainda sejam, oras. Que fiquem aqui, mesmo que esquecidas, abandonadas ou contidas em qualquer parte de mim, mas que fiquem, afinal, são minhas sensações. Posso precisar de uma flexibilidade. Um espanto. Um Perdão. Uma fragmentação. Uma carência, talvez... Ninguém joga aquela camiseta velha fora pois sabe que pode precisar um dia. Um dia, quem sabe?
Não pense que seja sentimento de posse. Se fosse, me faria feliz, pois ainda haveria algum sentimento perdido aqui na tal das entrelinhas. Tudo isso é só para dizer que essas emoções perdidas por aí são minhas e se caso esteja com elas, por favor, devolva da mesma forma que as encontrou.
Sei que hoje não sinto nada.
Isso é um fato e sei também, que ninguém aqui pode entender essa escrita tão cheia de emoções perdidas. É sempre assim: Nada fica incontestavelmente claro quando se envolve sentimentos (principalmente os alheios). Tudo fica confuso pois não há como colocar em sentença coisas de um íntimo que só a gente sente (no meu caso, só entende). Fica tudo naquele espaço mental, como se chama mesmo? Ah! Entrelinhas.
Talvez seja necessário deixar assim. Apático. Sem nada. Ausente. Mas eu gostaria que voltassem. Não por nada. Que apenas voltassem só para ficar aqui em mim. Todos eles. Só para ter, entende?
Gostaria que voltassem, pois sinto saudade.
Sinto...
Só quem já foi estrela, sabe o que é confundir as cores quando se tem tantas passeando entre os dedos.
Isto foi um sonho. Um sonho de verdade e que de uma forma nada convencional, me disse que eu estava prestes a morrer. Disse de um modo tão belo, tão incrivelmente imaginário, que até hoje posso sentir o gosto metálico das cores que minha supernova desenhou.
Eu fui sonho, fui real, fui prazer. Fui um tempo e, nesse tempo, era bom sentir prazeres.
Confiei minha vida a outra vida. Confiei meus segredos até o mais íntimo deles. Confiei meus amores, minhas faltas, minhas falhas, meu egoísmo, euforia, atenção, apreensão, atração... Confiei minha fé e o que ficou foi isso ai... Essa ausência.
De todos os sentimentos que um dia foram meus, até a decepção se foi. Desencanto, luto... Também os piores sentimentos afastaram-se e estes sim, disseram adeus com deboche quando eu já quase implorava para que ficassem, pois eram só o que me preenchiam: Cólera, horror, culpa, desamparo, derrota...
Sei que não me servia das emoções na maior -ou menor- parte do tempo, mas elas existiam e estavam aqui. Me bastava. E se eram minhas, que ainda sejam, oras. Que fiquem aqui, mesmo que esquecidas, abandonadas ou contidas em qualquer parte de mim, mas que fiquem, afinal, são minhas sensações. Posso precisar de uma flexibilidade. Um espanto. Um Perdão. Uma fragmentação. Uma carência, talvez... Ninguém joga aquela camiseta velha fora pois sabe que pode precisar um dia. Um dia, quem sabe?
Não pense que seja sentimento de posse. Se fosse, me faria feliz, pois ainda haveria algum sentimento perdido aqui na tal das entrelinhas. Tudo isso é só para dizer que essas emoções perdidas por aí são minhas e se caso esteja com elas, por favor, devolva da mesma forma que as encontrou.
Sei que hoje não sinto nada.
Isso é um fato e sei também, que ninguém aqui pode entender essa escrita tão cheia de emoções perdidas. É sempre assim: Nada fica incontestavelmente claro quando se envolve sentimentos (principalmente os alheios). Tudo fica confuso pois não há como colocar em sentença coisas de um íntimo que só a gente sente (no meu caso, só entende). Fica tudo naquele espaço mental, como se chama mesmo? Ah! Entrelinhas.
Talvez seja necessário deixar assim. Apático. Sem nada. Ausente. Mas eu gostaria que voltassem. Não por nada. Que apenas voltassem só para ficar aqui em mim. Todos eles. Só para ter, entende?
Gostaria que voltassem, pois sinto saudade.
Sinto...
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Com Perfeição.
Para ler ouvindo: Foo Fighters - Times Like These
...Digo isto, pois ela sempre soube ser aquilo que não se vê. Todo o tempo. O futuro, o passado, o presente... Nesta mesma ordem. Sempre fez muito bem. Com perfeição.
Sempre soube sorrir com uma intensidade incabível e, quando falava das estrelas, não imaginava o preço que havia em tal coisa. O valor que havia nas palavras. O tempo que era exato nas pessoas. O valor...
Era de verdade. Tocar suas palavras se tornava algo real e, quando ela dizia: "Estrelas..." Com uma voz suave, um olhar frágil, onde suas palavras tinham gosto e forma de chuva fina, seus personagens podiam mesmo tocá-las através de sua fala.
E todos os sentimentos que ela escondia, nas estrelas...
...Digo isto, pois ela sempre soube ser aquilo que não se vê. Todo o tempo. O futuro, o passado, o presente... Nesta mesma ordem. Sempre fez muito bem. Com perfeição.
Sempre soube sorrir com uma intensidade incabível e, quando falava das estrelas, não imaginava o preço que havia em tal coisa. O valor que havia nas palavras. O tempo que era exato nas pessoas. O valor...
Era de verdade. Tocar suas palavras se tornava algo real e, quando ela dizia: "Estrelas..." Com uma voz suave, um olhar frágil, onde suas palavras tinham gosto e forma de chuva fina, seus personagens podiam mesmo tocá-las através de sua fala.
E todos os sentimentos que ela escondia, nas estrelas...
Voz Secreta.
Não se assuste, eu ainda sou o mesmo estado, as mesmas circunstâncias.
Sou o mesmo corpo, o mesmo sorriso, os mesmos olhos... Sou a mesma complexidade vestida num corpo magro de pele branca. Só os sentimentos que me escaparam e não me pergunte como, não estou habilitada para responder.
Poderia dizer ao meu coração que há vários motivos que o fariam ficar, mas não há.
Não me pergunte a razão, apenas não há.
Sou o mesmo corpo, o mesmo sorriso, os mesmos olhos... Sou a mesma complexidade vestida num corpo magro de pele branca. Só os sentimentos que me escaparam e não me pergunte como, não estou habilitada para responder.
Poderia dizer ao meu coração que há vários motivos que o fariam ficar, mas não há.
Não me pergunte a razão, apenas não há.
domingo, 11 de setembro de 2011
Le désespoir
Você sentiu tanta vontade de Paris. Sentiu tanto o silêncio do telefone maluco que muito te irritava por ter um toque tão alto a ponto de assustar seu silêncio, e agora se irrita por ele não emitir som algum, especialmente nas noites de sábado, que vem sempre com chuva calma, mas já é muito tarde para ir até lá fora e tentar lavar esse desespero tão irritante que te insulta.
Parece impossível sentir dor quando já te secaram tudo o que tinha. Mais impossível ainda é sentir falta de algo que não se sabe dar forma, cor ou nome -ou talvez saiba, mas não queira reconhecer-.
Eu sei. Sei que acertaram em cheio o motivo mais sensível dos sentidos que ainda te faziam respirar, mas você só está aqui, tentando cumprir seu encargo, se é que ele existe, se é que já não se cumpriu e agora só espera por algo que possa ser vivido sem crueldade. Algo que você ame e te ame também, mas que seja amor de verdade, pra que você possa dizer adeus sem culpa, sem desapontamento e nem saudade. Algo que te reencontre em Paris, talvez, ou em outros ares onde os humanos não possam respirar. Algo que seja feito por você e não pelos outros. Algo que salve a sua vida, e que não precise ser posto em uso para esquecer qualquer lembrança.
Isso é baixo, eu sei. Te entendo, te entendo bem...
Parece impossível sentir dor quando já te secaram tudo o que tinha. Mais impossível ainda é sentir falta de algo que não se sabe dar forma, cor ou nome -ou talvez saiba, mas não queira reconhecer-.
Eu sei. Sei que acertaram em cheio o motivo mais sensível dos sentidos que ainda te faziam respirar, mas você só está aqui, tentando cumprir seu encargo, se é que ele existe, se é que já não se cumpriu e agora só espera por algo que possa ser vivido sem crueldade. Algo que você ame e te ame também, mas que seja amor de verdade, pra que você possa dizer adeus sem culpa, sem desapontamento e nem saudade. Algo que te reencontre em Paris, talvez, ou em outros ares onde os humanos não possam respirar. Algo que seja feito por você e não pelos outros. Algo que salve a sua vida, e que não precise ser posto em uso para esquecer qualquer lembrança.
Isso é baixo, eu sei. Te entendo, te entendo bem...
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Componho esta arte como ninguém.
Mas se você soubesse que não taparia o buraco da sua ferida, ou se eu soubesse que não seria incrível, mesmo aceitando você como a-salvação-dos-meus-dias-crises-solidão-medos-e-receios só para ser eterno enquanto fosse possível, será que estaríamos presos nessa maré de azar hoje?
O que eu quero dizer, é que errar faz parte da natureza humana. Erramos em pensar que você poderia ser meu talismã da sorte e eu o seu. Você meu pé de coelho e eu seu trevo de quatro folhas.
Talvez, talvez... Talvez define bem o que penso agora. Talvez seja ilusão, talvez... Mas você seria capaz de me trazer virtude, sim, se eu fosse tão ridícula a ponto de acreditar em talismãs.
Talvez tenha faltado emoção. Talvez o amor tenha escapado como água corrente entre os dedos que lava o corpo, mas não purifica o fiasco da alma. Tantas coisas escorregaram de minhas mãos e olha só, desta vez, was not my fault, baby. Desta vez te levaram de mim e eu nem precisei fazer uma burrada como aquelas que só eu sei como preparar.
Eu sou artista! Me invento sem saber. Crio e me dedico a arte de estragar tudo sempre. Essa habilidade perfeita de danificar tudo o que está próximo é bem elaborada por mim.
Eu tinha o amor aqui nas mãos, escapou. Eu poderia viver de carne, desejos e ausência de sentimentos, mas o sentimento está na minha carne e, sentir, é o que mais desejo. O que eu busco é alguém que tenha um radinho de pilha que esteja na mesma sintonia do meu. É muita intensidade aqui amorzinho, não se assuste. Perder já é costume e ninguém consegue acompanhar essa loucura aqui.
Quando amo, amo por partes, amo por dia.
Amo o sorriso, amo o olhar, amo a risada, amo o sono e o despertar. Amo as mentiras saudáveis, as verdades incompletas, as saídas escandalosas e as chegadas silenciosas. Quando amo, amo do meio-dia ao meio-dia. O amanhã não merece amor. O futuro é consequência do sentimento que canto hoje.
O que eu amo mesmo, são os segundos. Amo você, e eternizo esse amor durante 24 horas.
Olha... Eu sei que nos amamos muito depressa sem ao menos nos tocarmos e, no dia do encontro, esquecemos de nos levar a ele. Sei que é assim com você também. Quando acontece... Quando quero muito algo que seja o motivo do meu sorrir, esqueço de me levar. Meus sorrisos vão pela metade e minha mente fica num universo paralelo, é assim o tempo todo. Caminho com a sensação de que vou perder os sentidos e desmaiar em meio a uma multidão onde todos vão me olhar com estranheza, mas ninguém terá postura para fazer algo ou me trazer de volta, afinal, não há socorro. Não há o que fazer. Se meu corpo pede por descanso ou desfalece sem pedir licença diante de uma turba de gente reunida no ponto mais cliché e sem graça da cidade num domingo nublado e abafado, que eu caia. Que morra ou adormeça para sempre. Dormir é sempre o melhor remédio. Sonhar é mais divertido. Mais emocionante.
Deixa eu ir para a cama, os sonhos me esperam.
O que eu quero dizer, é que errar faz parte da natureza humana. Erramos em pensar que você poderia ser meu talismã da sorte e eu o seu. Você meu pé de coelho e eu seu trevo de quatro folhas.
Talvez, talvez... Talvez define bem o que penso agora. Talvez seja ilusão, talvez... Mas você seria capaz de me trazer virtude, sim, se eu fosse tão ridícula a ponto de acreditar em talismãs.
Talvez tenha faltado emoção. Talvez o amor tenha escapado como água corrente entre os dedos que lava o corpo, mas não purifica o fiasco da alma. Tantas coisas escorregaram de minhas mãos e olha só, desta vez, was not my fault, baby. Desta vez te levaram de mim e eu nem precisei fazer uma burrada como aquelas que só eu sei como preparar.
Eu sou artista! Me invento sem saber. Crio e me dedico a arte de estragar tudo sempre. Essa habilidade perfeita de danificar tudo o que está próximo é bem elaborada por mim.
Eu tinha o amor aqui nas mãos, escapou. Eu poderia viver de carne, desejos e ausência de sentimentos, mas o sentimento está na minha carne e, sentir, é o que mais desejo. O que eu busco é alguém que tenha um radinho de pilha que esteja na mesma sintonia do meu. É muita intensidade aqui amorzinho, não se assuste. Perder já é costume e ninguém consegue acompanhar essa loucura aqui.
Quando amo, amo por partes, amo por dia.
Amo o sorriso, amo o olhar, amo a risada, amo o sono e o despertar. Amo as mentiras saudáveis, as verdades incompletas, as saídas escandalosas e as chegadas silenciosas. Quando amo, amo do meio-dia ao meio-dia. O amanhã não merece amor. O futuro é consequência do sentimento que canto hoje.
O que eu amo mesmo, são os segundos. Amo você, e eternizo esse amor durante 24 horas.
Olha... Eu sei que nos amamos muito depressa sem ao menos nos tocarmos e, no dia do encontro, esquecemos de nos levar a ele. Sei que é assim com você também. Quando acontece... Quando quero muito algo que seja o motivo do meu sorrir, esqueço de me levar. Meus sorrisos vão pela metade e minha mente fica num universo paralelo, é assim o tempo todo. Caminho com a sensação de que vou perder os sentidos e desmaiar em meio a uma multidão onde todos vão me olhar com estranheza, mas ninguém terá postura para fazer algo ou me trazer de volta, afinal, não há socorro. Não há o que fazer. Se meu corpo pede por descanso ou desfalece sem pedir licença diante de uma turba de gente reunida no ponto mais cliché e sem graça da cidade num domingo nublado e abafado, que eu caia. Que morra ou adormeça para sempre. Dormir é sempre o melhor remédio. Sonhar é mais divertido. Mais emocionante.
Deixa eu ir para a cama, os sonhos me esperam.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Aventurar-se
-
Sim, eu confesso: Foi estranhíssimo dizer que a tempos estou aqui e te espero mas, depois de tantos anos sem reconhecer a ousadia, minha vida atreveu-se a gritar com o pingo de força que restava: - ARRISQUE-SE!
Então, eu arrisquei...
Sim, eu confesso: Foi estranhíssimo dizer que a tempos estou aqui e te espero mas, depois de tantos anos sem reconhecer a ousadia, minha vida atreveu-se a gritar com o pingo de força que restava: - ARRISQUE-SE!
Então, eu arrisquei...
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
O Herói da minha infância
Com 6 anos de idade, eu usava a camiseta do meu time do coração que, na época, era patrocinado pela Kalunga. Ele com 7, usava a do time rival que era patrocinado pela Tam. As camisetas eram detalhes sem atenção mas sempre me lembrei ao longo dos anos, pois delas nasciam discussões que eram rapidamente esquecidas quando um dos dois inspirava uma nova brincadeira. Essa é uma das lembranças mais fortes que tenho.
Para ler ouvindo: Primeiro de agosto.
-
Comprei uma caixinha com lápis de cor, e hoje tento colorir todos os trechos das páginas que vivemos na Rua Pimenta Filho. Tentei manter os tempos e as ocasiões, mas sem perder os passos que o livro da nossa história riscou. Tentei te ouvir tantas vezes em 365 dias, mas as palavras eram interrompidas, então, eu arrisquei agarrar os sorrisos, alcançar seus abraços e segurar as lembranças.
Poucas horas se passaram em um ano, e seu sorriso ainda é o mesmo. Tantas vezes te vi em sonhos, e seus olhos continuam verdes. A mania que tenho de ir até o portão dia de domingo me acompanha sem razão e, a teima de acreditar que você ainda está ali, segue sem pensar em parar.
Os clássicos Paulistas já não despertam interesse. Nada aqui é incrível pois você levou toda a lembrança que eu tinha de uma época saudável em um amigo de infância.
Escuta, sinta, veja, não sei quais são os sentidos que usa agora. Não é uma data que me faz te falar por escrita, pois você sabe que te falo em pensamento todos os dias desde que se foi. Não é só por hoje, pois foram todas as horas principalmente as de céu noturno até adormecer e falar em sonho. Mas é que bate uma saudade. Uma falta de acenar do portão, sabe? De sentar na calçada e comer manga verde com aquela mistura que só você sabia como preparar. Uma carência de lembrar em pessoa do nosso princípio.
Me orgulhava, pois você era motivo pra se ter orgulho. Não sei, mas minha vontade é de te falar tudo o que foi pra mim sem pausa sem ponto final exclamação virgulas nada. Tô com vontade de te atropelar com palavras confusas que não saem, mas o que eu sinto agora você também sente e sabe.
Nada pode substituir as suas cores hoje, então eu vou deixando tudo assim, em preto, branco e vermelho por você, mas assim vai ficar, mais preto e branco que vermelho. Vai ficar enquanto você não vem. E não há como vir. Ta confuso, eu sei, mas é porque ta doendo. Talvez se você estivesse aqui, eu teria facilidade para colocar a fala em ordem e dizer que te amo e sinto sua falta, mas só posso disparar as palavras e dizer que em primeiro de Agosto não esqueci o desgosto e nem seu rosto.
Não é porque é primeiro de Agosto, você sabe menino, que foram todos os dias. Todos eles se foram em tão pouco tempo e não passei um sem pensar em você. Mas é que primeiro de Agosto, leva o nome de uma música que tanto gosto e, agora, levou você de mim sem pedir licença. Aquele domingo amanheceu nublado no mês da mais bela primavera que está com você agora. O verde que brincava em vários tons no seu olhar se escondeu quando você se foi para um sono profundo e eterno.
Sim, as cores da Pimenta Filho se apagaram com revolta e eu juro que tentei, mas elas tomaram a decisão de partir com você, que sempre foi o vilão vitorioso das brincadeiras, mas no fundo, no íntimo, sempre foi (e será) o herói da minha infância.
Com amor: Thalita.
-
Renan Neves dos Santos
07/07/1989
01/08/2010
Para ler ouvindo: Primeiro de agosto.
-
Comprei uma caixinha com lápis de cor, e hoje tento colorir todos os trechos das páginas que vivemos na Rua Pimenta Filho. Tentei manter os tempos e as ocasiões, mas sem perder os passos que o livro da nossa história riscou. Tentei te ouvir tantas vezes em 365 dias, mas as palavras eram interrompidas, então, eu arrisquei agarrar os sorrisos, alcançar seus abraços e segurar as lembranças.
Poucas horas se passaram em um ano, e seu sorriso ainda é o mesmo. Tantas vezes te vi em sonhos, e seus olhos continuam verdes. A mania que tenho de ir até o portão dia de domingo me acompanha sem razão e, a teima de acreditar que você ainda está ali, segue sem pensar em parar.
Os clássicos Paulistas já não despertam interesse. Nada aqui é incrível pois você levou toda a lembrança que eu tinha de uma época saudável em um amigo de infância.
Escuta, sinta, veja, não sei quais são os sentidos que usa agora. Não é uma data que me faz te falar por escrita, pois você sabe que te falo em pensamento todos os dias desde que se foi. Não é só por hoje, pois foram todas as horas principalmente as de céu noturno até adormecer e falar em sonho. Mas é que bate uma saudade. Uma falta de acenar do portão, sabe? De sentar na calçada e comer manga verde com aquela mistura que só você sabia como preparar. Uma carência de lembrar em pessoa do nosso princípio.
Me orgulhava, pois você era motivo pra se ter orgulho. Não sei, mas minha vontade é de te falar tudo o que foi pra mim sem pausa sem ponto final exclamação virgulas nada. Tô com vontade de te atropelar com palavras confusas que não saem, mas o que eu sinto agora você também sente e sabe.
Nada pode substituir as suas cores hoje, então eu vou deixando tudo assim, em preto, branco e vermelho por você, mas assim vai ficar, mais preto e branco que vermelho. Vai ficar enquanto você não vem. E não há como vir. Ta confuso, eu sei, mas é porque ta doendo. Talvez se você estivesse aqui, eu teria facilidade para colocar a fala em ordem e dizer que te amo e sinto sua falta, mas só posso disparar as palavras e dizer que em primeiro de Agosto não esqueci o desgosto e nem seu rosto.
Não é porque é primeiro de Agosto, você sabe menino, que foram todos os dias. Todos eles se foram em tão pouco tempo e não passei um sem pensar em você. Mas é que primeiro de Agosto, leva o nome de uma música que tanto gosto e, agora, levou você de mim sem pedir licença. Aquele domingo amanheceu nublado no mês da mais bela primavera que está com você agora. O verde que brincava em vários tons no seu olhar se escondeu quando você se foi para um sono profundo e eterno.
Sim, as cores da Pimenta Filho se apagaram com revolta e eu juro que tentei, mas elas tomaram a decisão de partir com você, que sempre foi o vilão vitorioso das brincadeiras, mas no fundo, no íntimo, sempre foi (e será) o herói da minha infância.
Com amor: Thalita.
-
Renan Neves dos Santos
07/07/1989
01/08/2010
Assinar:
Postagens (Atom)
