Não se assuste, eu ainda sou o mesmo estado, as mesmas circunstâncias.
Sou o mesmo corpo, o mesmo sorriso, os mesmos olhos... Sou a mesma complexidade vestida num corpo magro de pele branca. Só os sentimentos que me escaparam e não me pergunte como, não estou habilitada para responder.
Poderia dizer ao meu coração que há vários motivos que o fariam ficar, mas não há.
Não me pergunte a razão, apenas não há.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Le désespoir
Você sentiu tanta vontade de Paris. Sentiu tanto o silêncio do telefone maluco que muito te irritava por ter um toque tão alto a ponto de assustar seu silêncio, e agora se irrita por ele não emitir som algum, especialmente nas noites de sábado, que vem sempre com chuva calma, mas já é muito tarde para ir até lá fora e tentar lavar esse desespero tão irritante que te insulta.
Parece impossível sentir dor quando já te secaram tudo o que tinha. Mais impossível ainda é sentir falta de algo que não se sabe dar forma, cor ou nome -ou talvez saiba, mas não queira reconhecer-.
Eu sei. Sei que acertaram em cheio o motivo mais sensível dos sentidos que ainda te faziam respirar, mas você só está aqui, tentando cumprir seu encargo, se é que ele existe, se é que já não se cumpriu e agora só espera por algo que possa ser vivido sem crueldade. Algo que você ame e te ame também, mas que seja amor de verdade, pra que você possa dizer adeus sem culpa, sem desapontamento e nem saudade. Algo que te reencontre em Paris, talvez, ou em outros ares onde os humanos não possam respirar. Algo que seja feito por você e não pelos outros. Algo que salve a sua vida, e que não precise ser posto em uso para esquecer qualquer lembrança.
Isso é baixo, eu sei. Te entendo, te entendo bem...
Parece impossível sentir dor quando já te secaram tudo o que tinha. Mais impossível ainda é sentir falta de algo que não se sabe dar forma, cor ou nome -ou talvez saiba, mas não queira reconhecer-.
Eu sei. Sei que acertaram em cheio o motivo mais sensível dos sentidos que ainda te faziam respirar, mas você só está aqui, tentando cumprir seu encargo, se é que ele existe, se é que já não se cumpriu e agora só espera por algo que possa ser vivido sem crueldade. Algo que você ame e te ame também, mas que seja amor de verdade, pra que você possa dizer adeus sem culpa, sem desapontamento e nem saudade. Algo que te reencontre em Paris, talvez, ou em outros ares onde os humanos não possam respirar. Algo que seja feito por você e não pelos outros. Algo que salve a sua vida, e que não precise ser posto em uso para esquecer qualquer lembrança.
Isso é baixo, eu sei. Te entendo, te entendo bem...
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Componho esta arte como ninguém.
Mas se você soubesse que não taparia o buraco da sua ferida, ou se eu soubesse que não seria incrível, mesmo aceitando você como a-salvação-dos-meus-dias-crises-solidão-medos-e-receios só para ser eterno enquanto fosse possível, será que estaríamos presos nessa maré de azar hoje?
O que eu quero dizer, é que errar faz parte da natureza humana. Erramos em pensar que você poderia ser meu talismã da sorte e eu o seu. Você meu pé de coelho e eu seu trevo de quatro folhas.
Talvez, talvez... Talvez define bem o que penso agora. Talvez seja ilusão, talvez... Mas você seria capaz de me trazer virtude, sim, se eu fosse tão ridícula a ponto de acreditar em talismãs.
Talvez tenha faltado emoção. Talvez o amor tenha escapado como água corrente entre os dedos que lava o corpo, mas não purifica o fiasco da alma. Tantas coisas escorregaram de minhas mãos e olha só, desta vez, was not my fault, baby. Desta vez te levaram de mim e eu nem precisei fazer uma burrada como aquelas que só eu sei como preparar.
Eu sou artista! Me invento sem saber. Crio e me dedico a arte de estragar tudo sempre. Essa habilidade perfeita de danificar tudo o que está próximo é bem elaborada por mim.
Eu tinha o amor aqui nas mãos, escapou. Eu poderia viver de carne, desejos e ausência de sentimentos, mas o sentimento está na minha carne e, sentir, é o que mais desejo. O que eu busco é alguém que tenha um radinho de pilha que esteja na mesma sintonia do meu. É muita intensidade aqui amorzinho, não se assuste. Perder já é costume e ninguém consegue acompanhar essa loucura aqui.
Quando amo, amo por partes, amo por dia.
Amo o sorriso, amo o olhar, amo a risada, amo o sono e o despertar. Amo as mentiras saudáveis, as verdades incompletas, as saídas escandalosas e as chegadas silenciosas. Quando amo, amo do meio-dia ao meio-dia. O amanhã não merece amor. O futuro é consequência do sentimento que canto hoje.
O que eu amo mesmo, são os segundos. Amo você, e eternizo esse amor durante 24 horas.
Olha... Eu sei que nos amamos muito depressa sem ao menos nos tocarmos e, no dia do encontro, esquecemos de nos levar a ele. Sei que é assim com você também. Quando acontece... Quando quero muito algo que seja o motivo do meu sorrir, esqueço de me levar. Meus sorrisos vão pela metade e minha mente fica num universo paralelo, é assim o tempo todo. Caminho com a sensação de que vou perder os sentidos e desmaiar em meio a uma multidão onde todos vão me olhar com estranheza, mas ninguém terá postura para fazer algo ou me trazer de volta, afinal, não há socorro. Não há o que fazer. Se meu corpo pede por descanso ou desfalece sem pedir licença diante de uma turba de gente reunida no ponto mais cliché e sem graça da cidade num domingo nublado e abafado, que eu caia. Que morra ou adormeça para sempre. Dormir é sempre o melhor remédio. Sonhar é mais divertido. Mais emocionante.
Deixa eu ir para a cama, os sonhos me esperam.
O que eu quero dizer, é que errar faz parte da natureza humana. Erramos em pensar que você poderia ser meu talismã da sorte e eu o seu. Você meu pé de coelho e eu seu trevo de quatro folhas.
Talvez, talvez... Talvez define bem o que penso agora. Talvez seja ilusão, talvez... Mas você seria capaz de me trazer virtude, sim, se eu fosse tão ridícula a ponto de acreditar em talismãs.
Talvez tenha faltado emoção. Talvez o amor tenha escapado como água corrente entre os dedos que lava o corpo, mas não purifica o fiasco da alma. Tantas coisas escorregaram de minhas mãos e olha só, desta vez, was not my fault, baby. Desta vez te levaram de mim e eu nem precisei fazer uma burrada como aquelas que só eu sei como preparar.
Eu sou artista! Me invento sem saber. Crio e me dedico a arte de estragar tudo sempre. Essa habilidade perfeita de danificar tudo o que está próximo é bem elaborada por mim.
Eu tinha o amor aqui nas mãos, escapou. Eu poderia viver de carne, desejos e ausência de sentimentos, mas o sentimento está na minha carne e, sentir, é o que mais desejo. O que eu busco é alguém que tenha um radinho de pilha que esteja na mesma sintonia do meu. É muita intensidade aqui amorzinho, não se assuste. Perder já é costume e ninguém consegue acompanhar essa loucura aqui.
Quando amo, amo por partes, amo por dia.
Amo o sorriso, amo o olhar, amo a risada, amo o sono e o despertar. Amo as mentiras saudáveis, as verdades incompletas, as saídas escandalosas e as chegadas silenciosas. Quando amo, amo do meio-dia ao meio-dia. O amanhã não merece amor. O futuro é consequência do sentimento que canto hoje.
O que eu amo mesmo, são os segundos. Amo você, e eternizo esse amor durante 24 horas.
Olha... Eu sei que nos amamos muito depressa sem ao menos nos tocarmos e, no dia do encontro, esquecemos de nos levar a ele. Sei que é assim com você também. Quando acontece... Quando quero muito algo que seja o motivo do meu sorrir, esqueço de me levar. Meus sorrisos vão pela metade e minha mente fica num universo paralelo, é assim o tempo todo. Caminho com a sensação de que vou perder os sentidos e desmaiar em meio a uma multidão onde todos vão me olhar com estranheza, mas ninguém terá postura para fazer algo ou me trazer de volta, afinal, não há socorro. Não há o que fazer. Se meu corpo pede por descanso ou desfalece sem pedir licença diante de uma turba de gente reunida no ponto mais cliché e sem graça da cidade num domingo nublado e abafado, que eu caia. Que morra ou adormeça para sempre. Dormir é sempre o melhor remédio. Sonhar é mais divertido. Mais emocionante.
Deixa eu ir para a cama, os sonhos me esperam.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Aventurar-se
-
Sim, eu confesso: Foi estranhíssimo dizer que a tempos estou aqui e te espero mas, depois de tantos anos sem reconhecer a ousadia, minha vida atreveu-se a gritar com o pingo de força que restava: - ARRISQUE-SE!
Então, eu arrisquei...
Sim, eu confesso: Foi estranhíssimo dizer que a tempos estou aqui e te espero mas, depois de tantos anos sem reconhecer a ousadia, minha vida atreveu-se a gritar com o pingo de força que restava: - ARRISQUE-SE!
Então, eu arrisquei...
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
O Herói da minha infância
Com 6 anos de idade, eu usava a camiseta do meu time do coração que, na época, era patrocinado pela Kalunga. Ele com 7, usava a do time rival que era patrocinado pela Tam. As camisetas eram detalhes sem atenção mas sempre me lembrei ao longo dos anos, pois delas nasciam discussões que eram rapidamente esquecidas quando um dos dois inspirava uma nova brincadeira. Essa é uma das lembranças mais fortes que tenho.
Para ler ouvindo: Primeiro de agosto.
-
Comprei uma caixinha com lápis de cor, e hoje tento colorir todos os trechos das páginas que vivemos na Rua Pimenta Filho. Tentei manter os tempos e as ocasiões, mas sem perder os passos que o livro da nossa história riscou. Tentei te ouvir tantas vezes em 365 dias, mas as palavras eram interrompidas, então, eu arrisquei agarrar os sorrisos, alcançar seus abraços e segurar as lembranças.
Poucas horas se passaram em um ano, e seu sorriso ainda é o mesmo. Tantas vezes te vi em sonhos, e seus olhos continuam verdes. A mania que tenho de ir até o portão dia de domingo me acompanha sem razão e, a teima de acreditar que você ainda está ali, segue sem pensar em parar.
Os clássicos Paulistas já não despertam interesse. Nada aqui é incrível pois você levou toda a lembrança que eu tinha de uma época saudável em um amigo de infância.
Escuta, sinta, veja, não sei quais são os sentidos que usa agora. Não é uma data que me faz te falar por escrita, pois você sabe que te falo em pensamento todos os dias desde que se foi. Não é só por hoje, pois foram todas as horas principalmente as de céu noturno até adormecer e falar em sonho. Mas é que bate uma saudade. Uma falta de acenar do portão, sabe? De sentar na calçada e comer manga verde com aquela mistura que só você sabia como preparar. Uma carência de lembrar em pessoa do nosso princípio.
Me orgulhava, pois você era motivo pra se ter orgulho. Não sei, mas minha vontade é de te falar tudo o que foi pra mim sem pausa sem ponto final exclamação virgulas nada. Tô com vontade de te atropelar com palavras confusas que não saem, mas o que eu sinto agora você também sente e sabe.
Nada pode substituir as suas cores hoje, então eu vou deixando tudo assim, em preto, branco e vermelho por você, mas assim vai ficar, mais preto e branco que vermelho. Vai ficar enquanto você não vem. E não há como vir. Ta confuso, eu sei, mas é porque ta doendo. Talvez se você estivesse aqui, eu teria facilidade para colocar a fala em ordem e dizer que te amo e sinto sua falta, mas só posso disparar as palavras e dizer que em primeiro de Agosto não esqueci o desgosto e nem seu rosto.
Não é porque é primeiro de Agosto, você sabe menino, que foram todos os dias. Todos eles se foram em tão pouco tempo e não passei um sem pensar em você. Mas é que primeiro de Agosto, leva o nome de uma música que tanto gosto e, agora, levou você de mim sem pedir licença. Aquele domingo amanheceu nublado no mês da mais bela primavera que está com você agora. O verde que brincava em vários tons no seu olhar se escondeu quando você se foi para um sono profundo e eterno.
Sim, as cores da Pimenta Filho se apagaram com revolta e eu juro que tentei, mas elas tomaram a decisão de partir com você, que sempre foi o vilão vitorioso das brincadeiras, mas no fundo, no íntimo, sempre foi (e será) o herói da minha infância.
Com amor: Thalita.
-
Renan Neves dos Santos
07/07/1989
01/08/2010
Para ler ouvindo: Primeiro de agosto.
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Comprei uma caixinha com lápis de cor, e hoje tento colorir todos os trechos das páginas que vivemos na Rua Pimenta Filho. Tentei manter os tempos e as ocasiões, mas sem perder os passos que o livro da nossa história riscou. Tentei te ouvir tantas vezes em 365 dias, mas as palavras eram interrompidas, então, eu arrisquei agarrar os sorrisos, alcançar seus abraços e segurar as lembranças.
Poucas horas se passaram em um ano, e seu sorriso ainda é o mesmo. Tantas vezes te vi em sonhos, e seus olhos continuam verdes. A mania que tenho de ir até o portão dia de domingo me acompanha sem razão e, a teima de acreditar que você ainda está ali, segue sem pensar em parar.
Os clássicos Paulistas já não despertam interesse. Nada aqui é incrível pois você levou toda a lembrança que eu tinha de uma época saudável em um amigo de infância.
Escuta, sinta, veja, não sei quais são os sentidos que usa agora. Não é uma data que me faz te falar por escrita, pois você sabe que te falo em pensamento todos os dias desde que se foi. Não é só por hoje, pois foram todas as horas principalmente as de céu noturno até adormecer e falar em sonho. Mas é que bate uma saudade. Uma falta de acenar do portão, sabe? De sentar na calçada e comer manga verde com aquela mistura que só você sabia como preparar. Uma carência de lembrar em pessoa do nosso princípio.
Me orgulhava, pois você era motivo pra se ter orgulho. Não sei, mas minha vontade é de te falar tudo o que foi pra mim sem pausa sem ponto final exclamação virgulas nada. Tô com vontade de te atropelar com palavras confusas que não saem, mas o que eu sinto agora você também sente e sabe.
Nada pode substituir as suas cores hoje, então eu vou deixando tudo assim, em preto, branco e vermelho por você, mas assim vai ficar, mais preto e branco que vermelho. Vai ficar enquanto você não vem. E não há como vir. Ta confuso, eu sei, mas é porque ta doendo. Talvez se você estivesse aqui, eu teria facilidade para colocar a fala em ordem e dizer que te amo e sinto sua falta, mas só posso disparar as palavras e dizer que em primeiro de Agosto não esqueci o desgosto e nem seu rosto.
Não é porque é primeiro de Agosto, você sabe menino, que foram todos os dias. Todos eles se foram em tão pouco tempo e não passei um sem pensar em você. Mas é que primeiro de Agosto, leva o nome de uma música que tanto gosto e, agora, levou você de mim sem pedir licença. Aquele domingo amanheceu nublado no mês da mais bela primavera que está com você agora. O verde que brincava em vários tons no seu olhar se escondeu quando você se foi para um sono profundo e eterno.
Sim, as cores da Pimenta Filho se apagaram com revolta e eu juro que tentei, mas elas tomaram a decisão de partir com você, que sempre foi o vilão vitorioso das brincadeiras, mas no fundo, no íntimo, sempre foi (e será) o herói da minha infância.
Com amor: Thalita.
-
Renan Neves dos Santos
07/07/1989
01/08/2010
terça-feira, 19 de julho de 2011
Se sua vontade de partir foi inevitável, aceito não encontrar em você um desejo demente de ficar.
-
O que eu queria mesmo, era encher de letras linhas e mais linhas com a palavra "Volta" ou qualquer termo que tenha um significado exato na tradução do que levo aqui no peito.
Se houvesse alguma forma de gritar com a escrita, eu deixaria vazar toda a vontade oprimida que tenho de mostrar pra quem quiser ver, ter como sensação, ler, considerar, julgar ou qualquer coisa que os nossos sentidos reconheçam o tamanho do abraço que tô guardando aqui no intimo da alma.
Aquele garoto ainda não entendeu que a vontade de partir foi inevitável, nem aceitou que não encontrou em mim um desejo absurdo de ficar.
Não é pressa, porque para mim, é divertido ir devagar ás vezes. Gosto do que chega atrasado. Gosto do que vem fora do tempo, mas passei a aceitar as ocasiões dos casos urgentes. Das palavras soltas. Do impulso. Do gosto da saliva... Simpatizo com aquilo que segue os meus passos.
Resumindo: Gosto do que me acompanha.
Volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta porque tenho saudades...
O que eu queria mesmo, era encher de letras linhas e mais linhas com a palavra "Volta" ou qualquer termo que tenha um significado exato na tradução do que levo aqui no peito.
Se houvesse alguma forma de gritar com a escrita, eu deixaria vazar toda a vontade oprimida que tenho de mostrar pra quem quiser ver, ter como sensação, ler, considerar, julgar ou qualquer coisa que os nossos sentidos reconheçam o tamanho do abraço que tô guardando aqui no intimo da alma.
Aquele garoto ainda não entendeu que a vontade de partir foi inevitável, nem aceitou que não encontrou em mim um desejo absurdo de ficar.
Não é pressa, porque para mim, é divertido ir devagar ás vezes. Gosto do que chega atrasado. Gosto do que vem fora do tempo, mas passei a aceitar as ocasiões dos casos urgentes. Das palavras soltas. Do impulso. Do gosto da saliva... Simpatizo com aquilo que segue os meus passos.
Resumindo: Gosto do que me acompanha.
Volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta, volta porque tenho saudades...
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Ficar insensível, entorpecer-se, descuidar-se.
Agora é indispensável determinar um cálculo preciso ou uma formula saudável de me sustentar na existência dos fatos, sem que as esperanças irrealizáveis me puxem para o engano da excitação imaginária. Fui tragada por desejos inquietos que me roubaram com violência e me amaram sutilmente pois sabiam que eu tinha razões para entrar no jogo e quem sabe levitar, porém, não interrogaram o meu desejo. Não perguntaram se eu queria ser namorada por essas alucinações de espírito e muito menos me apresentaram escolhas entre o real e o inexistente.
Subtraíram as vidas que eu tinha. Os olhos que me contavam tantas histórias encantadoras se fecharam. O mundo que eu tinha nas mãos fugiu e, na despedida, prometeu voltar um dia. Tudo o que estava no sossego do meu abraço desapareceu, e hoje procuro terra com os pés sem encontar. Sinto as nuvens passearem entre meus dedos pois não há chão. Não há oxigênio. Não há encontros -e eu que quis tanto um achado-. Não há sorrisos oprimidos com as antigas palavras intimidadoras que eu costumava usar. Nenhum lugar é tão incrível a ponto de me fazer afirmar que é ali: meu sustento é logo ali. A serenidade que eu roubava com palavras e o modo como tragava o cigarro. Tudo desapareceu. Uma existência apagou-se e agora deve viajar com o vento em um lugar que desconheço. Existir é frágil demais. Me exausta. Me esvazia. É uma vida de rotina. Um medo incontido de fazer um novo caminho para o trabalho ou cumpimentar aquele novo coração que quer chegar. Existir me esgota, mas eu ainda posso me cansar sendo solta, pois ser livre não é composto. Ser livre não é complicado. Ser livre é simples.
Essa existência vazia e esgotada me dava pouca oportunidade de colocar a ousadia na extremidade do controle. Por isso aproveitava esses breves momentos para mudar as coisas dentro do coração que ainda era meu. Troquei todos os moveis de lugar e nada estava bom. Fiz todas as combinações possíveis e nada me agradava. Ai deixei tudo empilhado num canto e dei mais espaço para dançar e quem sabe com os movimentos atrair algum suspiro, alguma inspiração ou qualquer sentimento real.
Me embriagava na ternura de fantasias atraentes e elas sabiam exatamente como jogar, pois tinham habilidade para encontrar minhas fraquezas e ver o quanto eu era ineficaz ao som de Sinatra.
Ser irreal era sutil. Me deixava levar pela delicadeza e assim perdia a sensação de virar o jogo gastando sem nenhum proveito, a chance de me casar com a fé que escapou de mim, porém lamenta o fim vitorioso da fantasia que me tem e não me deixa voar.
O mundo já me perdeu e quantas vezes tentei voltar. Falta luz mesmo meus olhos sendo tão frágeis a claridade solar. Ainda falta brilho. Não olho mais para o alto. Perdi o desejo involuntário de voltar os olhos para ver como está o céu aquela noite. Vou até as pessoas e esqueço de me levar. As respostas que quero são simples e estão escondidas por trás daquele sorriso tão ignorado.
Me embriagava na ternura de fantasias atraentes e elas sabiam exatamente como jogar, pois tinham habilidade para encontrar minhas fraquezas e ver o quanto eu era ineficaz ao som de Sinatra.
Ser irreal era sutil. Me deixava levar pela delicadeza e assim perdia a sensação de virar o jogo gastando sem nenhum proveito, a chance de me casar com a fé que escapou de mim, porém lamenta o fim vitorioso da fantasia que me tem e não me deixa voar.
O mundo já me perdeu e quantas vezes tentei voltar. Falta luz mesmo meus olhos sendo tão frágeis a claridade solar. Ainda falta brilho. Não olho mais para o alto. Perdi o desejo involuntário de voltar os olhos para ver como está o céu aquela noite. Vou até as pessoas e esqueço de me levar. As respostas que quero são simples e estão escondidas por trás daquele sorriso tão ignorado.
Me traga de volta.
Provoque palpitações.
Faça com que eu volte de um perigo mortal.
Se não sinto, é porque adormeci e nada me puxou pela mão dizendo que eu deveria voltar.
Me traga as lembranças. Me dê motivos, pois ainda acordo sem nenhum.
Então me traz de volta. Me acorda dessa importunação que dificulta minha respiração durante o sono. Provoque palpitações. Faça com que eu volte de um possível perigo mortal que tenta me roubar do desejo de olhar as estrelas. Não venha com o que não espero. Não me encante com desejos que me farão voltar para o mesmo abismo que me encontro. Incite pulsações eternas. Me devolva as lembranças. Me apresente novas. Me dê motivos incríveis. Me faça acreditar que ainda há razões para supor que nada pode tirar o mundo das minhas mãos. Se adormeci é porque nada me despertou o desejo de manter os olhos bem abertos. Me acorde, pois eu ainda me descuido no erro de que não há nada para me puxar pelo braço e dizer que devo voltar e ser o motivo do sol nascer.
domingo, 26 de junho de 2011
Tempo individual
Não sei mais ser real. Me roubaram de mim e o que deixaram no lugar foram descasos com umas pontinhas de alienações e doses insensatas.
Disserto sobre desejos e ilusões sem fim que parecem mesmo não querer parar. Escolho sobrevivência e me apresentam inquietações. Não é mais como aquele receio patológico persistente de amar, ter medo e se esquivar de todos os sorrisos que tentam esbarrar em mim pelo caminho. Agora é saída. É a soma de desejos e escolhas com vontade de ser tudo. É encontrar alguém que não me aceite como metade ou parte de um sentimento, mas sim, como algo indispensável, me dando aquela sensação de ser essencial para toda a sua causa.
Disserto sobre desejos e ilusões sem fim que parecem mesmo não querer parar. Escolho sobrevivência e me apresentam inquietações. Não é mais como aquele receio patológico persistente de amar, ter medo e se esquivar de todos os sorrisos que tentam esbarrar em mim pelo caminho. Agora é saída. É a soma de desejos e escolhas com vontade de ser tudo. É encontrar alguém que não me aceite como metade ou parte de um sentimento, mas sim, como algo indispensável, me dando aquela sensação de ser essencial para toda a sua causa.
Não quero ser metade. Não quero dividir conversas e sorrisos escandalosos. Quero ter para mim e que seja só meu aquele abraço. Que seja só meu aquele olhar. Que seja meu aquele fato, dia, canção, filme, reportagem... Que seja só minha aquela história. Que seja.
Cansei de temer. Cansei dos olhares que não permitem que os pés saiam do lugar sabe-se lá por qual motivo. Cansei e se o amor quiser que me encontre num bar ou na fila do banco talvez. Quero ser tudo mas não quero ser preenchida por amores platónicos. Quero amor mas sem encontrar nele algo que seja minha sobrevivência. Não vou fugir. Só por hoje não vou afastar as ilusões e a cólera que me provoca. Quero viver e de todas as possibilidades que o vento me sugerir vou tirar proveito de cada uma sem me perder completamente.
Foi cansando assim que percebi que meu tempo é particular. Não controlo nada e muito menos tenho poder para decretar quando será a hora certa. Ele tem cautela quando quer. Sabe estudar o terreno em que está entrando e não perde nenhum detalhe. Sempre olha pela janela e tenta sugar todas as informações antes de concordar com alguém que quer roubar minha atenção. Jamais permite que entrem sem bater e assim ele é vagaroso, indeciso, tomando muito mais tempo do que seria para desejar.
Ai surge um motivo que faz com que ele perca o controle. Tempo, tempo, tempo... Não existe mais tempo. Existe urgência de ser ali e agora. Já não existe cuidado. Existe pés fora do chão e descaso com o resultado. Ah, já não há mais medo e sim a vontade de cometer erros e imprudência sem razão. Ele não se importa com mais nada e só quer viver naquela rapidez. Mal olha o terreno antes de entrar e só pensa no momento em que vai desfrutar de cada lote daquela boca.
Eu sou livre. E essa liberdade me atrai para caminhos malucos que já nem me despertam preocupações.
Eu cansei de fazer caso. Já não consigo ver nada através de uma parede imaginária e deixo que ela desabe diante de mim. Todas as ressacas e palavras não ditas, todos os sonhos esquecidos que não saem do papel. É uma tempestade de ilusões e muitas razões para não querer parar. Tudo me acompanha e me empurra pra um lugar desconhecido. Todas as coisas que odeio giram em torno de mim. Sou correta com a honestidade e fiel a minha essência, mas aceito me perder de vez naquela loucura de sábado à noite.
Me assusto fácil, mas não me importo com o modo que vai chegar. Mesmo que cause ruídos escandalosos e gestos ásperos, não me interessa. Percebi que não sou dona do meu tempo então ele que administre as coisas por mim.
Chegue leve, me avise, dê sinais de que está próximo. Chegue rápido, cause tempestades, seja pressa, tudo bem. Assim o retorno será calma do seu modo, ou desespero, o que você quiser que seja.
Eu cansei de fazer caso. Já não consigo ver nada através de uma parede imaginária e deixo que ela desabe diante de mim. Todas as ressacas e palavras não ditas, todos os sonhos esquecidos que não saem do papel. É uma tempestade de ilusões e muitas razões para não querer parar. Tudo me acompanha e me empurra pra um lugar desconhecido. Todas as coisas que odeio giram em torno de mim. Sou correta com a honestidade e fiel a minha essência, mas aceito me perder de vez naquela loucura de sábado à noite.
Me assusto fácil, mas não me importo com o modo que vai chegar. Mesmo que cause ruídos escandalosos e gestos ásperos, não me interessa. Percebi que não sou dona do meu tempo então ele que administre as coisas por mim.
Chegue leve, me avise, dê sinais de que está próximo. Chegue rápido, cause tempestades, seja pressa, tudo bem. Assim o retorno será calma do seu modo, ou desespero, o que você quiser que seja.
É assim que meu tempo funciona. É assim que minha mente reage. Aqui está meu coração, não diga palavras incertas. Aqui está meu tempo, sua sorte é quem irá definir o modo como ele estará para você, seja pressa ou cautela.
domingo, 12 de junho de 2011
-
Eu posso ser uma mentira que você insiste em acreditar ou posso ser todas as verdades do mundo. Você nunca irá saber onde está a realidade em mim, mas terá eficácia para reconhecer com clareza todas as ilusões.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Analisando seus olhos
- Pode começar, Elise.
- Como eu começo?
... Silêncio.
... Não foi fácil perder minha mãe tão cedo. Tive que aprender como me comportar com o mundo apenas observando o que acontecia ao redor dos meus olhos e me espelhando em pessoas que eu, segura, acreditava serem boas de verdade. Eu tinha fé apenas naquilo que fazia sentido para mim e se aquele homem era bonito ou não, isso era eu quem iria determinar, e não achar porque o resto do planeta achava. Eu era fiel ao que minha mente aceitava e era feliz por ser como Vera.
- Quem é Vera?
- Vera é um anjo. Um anjo que não tinha asas, mas por se tornar um, as ganhou merecidamente.
- Qual sua ideia sobre anjos?
- Anjos são aquelas pessoas que fizeram ou fazem algum sentido considerável em minha vida e talvez, você seja um, mas espero que não ganhe asas tão cedo.
- Acha que não mereço ter asas?
- Não. Eu acho que você ainda pode viver com asas invisíveis, pode voar se quiser, é só segurar minhas mãos. Mas Vera, não podia voar. Eu não tinha forças para carrega-la pois era só uma criança e talvez hoje, suponho que sou mais pura do que quando menina.
- Me fala mais sobre seu anjo que ganhou asas.
- Ela foi um anjo que ganhou asas por merecer, só isso.
- Como eram suas asas?
- Quando eu as via em seu corpo, eram invisíveis.
- Como via algo invisível?
- Por que faz tantas perguntas?
- Sou um analista.
- Eu vejo muitas coisas invisíveis e posso ver cada detalhe da sua vida em seus olhos agora.
- Não é fácil esconder.
- Entendo..
- Entende porra nenhuma. É fácil ver que eu te olhando vejo meu retrato ainda tão bonito. Seu sorriso continua o mesmo de sempre: triste. Parece que chora com ele e ainda não permite que ninguém te roube de você mesma. Nem ao menos eu.
- Pode me roubar se quiser, não há nada de valor.
- Pare de me enrolar com esses assuntos dispersos!
- Você prometeu. Não quebre sua promessa.
- Não posso.
- Você prometeu aceitar as condições.
- Não posso, Elise!
- Suas palavras tinham valor.
- Vejo valor nesse fio de cabelo solto em seu ombro.
- Continue.
- Não posso...
... Silêncio.
... Não foi fácil dizer adeus. Tive que aprender como era viver sem o seu cheiro no travesseiro e seus gemidos quando acordava pela manhã. Tive que procurar nas pessoas um programa de televisão interessante que prendiam minha atenção como os que eu assistia em seus olhos. Era estranho não ouvir mais a sua voz pela casa e aquele silêncio me matava todos os dias. Te amei todos os dias Elise, te amei... Não era mais engraçado assistir os programas de humor sem sua risada estranha e escandalosa que era o que mais me fazia rir. Era estranho chegar em casa e não te ver deitada no sofá com as pernas cruzadas para o alto exibindo aquelas meias que terminavam nas coxas. Era estranho chegar e não ver seus olhos passeando sobre as páginas de um livro e era doloroso não te ter ali oferecendo a ponta do sofá para que eu pudesse me sentar e alisar seus cabelos enquanto me falava o quanto aquele livro se parecia com você. Todos os seus detalhes eram gritantes, mas eu ainda podia ver algo invisível em você, sem querer ver. Eu vi suas asas, e como seu voo foi lindo...
- Nosso tempo acabou, preciso ir.
- Te amei todos os segundos que esteve ausente. Te amei em carne e osso, e agora, te amo assim: luz.
- Sinto não poder te beijar. Nos deram limites.
- Não colocaram limites em sua beleza, você continua linda. Ainda quero ter asas para segurar suas mãos e acabar com esse confim que me adaptaram até amar você.
- Não diga isso, seu tempo ainda não chegou.
- Tempo? Meu tempo era você engolindo minhas horas por dia. Quero ter asas como você!
- Prometo voltar um dia.
- Volta meu anjo... Volta...
- Como eu começo?
... Silêncio.
... Não foi fácil perder minha mãe tão cedo. Tive que aprender como me comportar com o mundo apenas observando o que acontecia ao redor dos meus olhos e me espelhando em pessoas que eu, segura, acreditava serem boas de verdade. Eu tinha fé apenas naquilo que fazia sentido para mim e se aquele homem era bonito ou não, isso era eu quem iria determinar, e não achar porque o resto do planeta achava. Eu era fiel ao que minha mente aceitava e era feliz por ser como Vera.
- Quem é Vera?
- Vera é um anjo. Um anjo que não tinha asas, mas por se tornar um, as ganhou merecidamente.
- Qual sua ideia sobre anjos?
- Anjos são aquelas pessoas que fizeram ou fazem algum sentido considerável em minha vida e talvez, você seja um, mas espero que não ganhe asas tão cedo.
- Acha que não mereço ter asas?
- Não. Eu acho que você ainda pode viver com asas invisíveis, pode voar se quiser, é só segurar minhas mãos. Mas Vera, não podia voar. Eu não tinha forças para carrega-la pois era só uma criança e talvez hoje, suponho que sou mais pura do que quando menina.
- Me fala mais sobre seu anjo que ganhou asas.
- Ela foi um anjo que ganhou asas por merecer, só isso.
- Como eram suas asas?
- Quando eu as via em seu corpo, eram invisíveis.
- Como via algo invisível?
- Por que faz tantas perguntas?
- Sou um analista.
- Eu vejo muitas coisas invisíveis e posso ver cada detalhe da sua vida em seus olhos agora.
- Não é fácil esconder.
- Entendo..
- Entende porra nenhuma. É fácil ver que eu te olhando vejo meu retrato ainda tão bonito. Seu sorriso continua o mesmo de sempre: triste. Parece que chora com ele e ainda não permite que ninguém te roube de você mesma. Nem ao menos eu.
- Pode me roubar se quiser, não há nada de valor.
- Pare de me enrolar com esses assuntos dispersos!
- Você prometeu. Não quebre sua promessa.
- Não posso.
- Você prometeu aceitar as condições.
- Não posso, Elise!
- Suas palavras tinham valor.
- Vejo valor nesse fio de cabelo solto em seu ombro.
- Continue.
- Não posso...
... Silêncio.
... Não foi fácil dizer adeus. Tive que aprender como era viver sem o seu cheiro no travesseiro e seus gemidos quando acordava pela manhã. Tive que procurar nas pessoas um programa de televisão interessante que prendiam minha atenção como os que eu assistia em seus olhos. Era estranho não ouvir mais a sua voz pela casa e aquele silêncio me matava todos os dias. Te amei todos os dias Elise, te amei... Não era mais engraçado assistir os programas de humor sem sua risada estranha e escandalosa que era o que mais me fazia rir. Era estranho chegar em casa e não te ver deitada no sofá com as pernas cruzadas para o alto exibindo aquelas meias que terminavam nas coxas. Era estranho chegar e não ver seus olhos passeando sobre as páginas de um livro e era doloroso não te ter ali oferecendo a ponta do sofá para que eu pudesse me sentar e alisar seus cabelos enquanto me falava o quanto aquele livro se parecia com você. Todos os seus detalhes eram gritantes, mas eu ainda podia ver algo invisível em você, sem querer ver. Eu vi suas asas, e como seu voo foi lindo...
- Nosso tempo acabou, preciso ir.
- Te amei todos os segundos que esteve ausente. Te amei em carne e osso, e agora, te amo assim: luz.
- Sinto não poder te beijar. Nos deram limites.
- Não colocaram limites em sua beleza, você continua linda. Ainda quero ter asas para segurar suas mãos e acabar com esse confim que me adaptaram até amar você.
- Não diga isso, seu tempo ainda não chegou.
- Tempo? Meu tempo era você engolindo minhas horas por dia. Quero ter asas como você!
- Prometo voltar um dia.
- Volta meu anjo... Volta...
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Anula
Preciso de alguém que divida comigo a solidão prevendo o perigo que é ficar a sós com ela. Preciso eliminar essa mistura de confusão e ruídos que estimulam a minha vontade de escapar. É um cálculo matemático onde ninguém se atreve a resolver e, enquanto isso, meu impulso vai se tornando individual.
Estou procurando e procurar me cansa até os ossos. Estou vendendo tudo o que fui, tudo o que sou e ainda posso ser em troca de companhia. Se isso é o que me resta, vou levar só a saudade de quando fui feliz.
Aquelas cenas já sem cor que um dia causaram meu sorriso, hoje não posso ver e nem me lembrar. É utópico pensar em como era sorrir com eterna satisfação do mundo. É ilusório pensar hoje, em como eu era tão leve a ponto de ser tragada.
Pensar em me deixar aqui no sereno sem encontrar nenhum pouso colorido não é socorro, pois pensar no meu olhar sem me salvar de mim mesma é fantasioso onde nada é incrivelmente fácil.
Preciso mesmo é de alguém que segure minha mão quando aquela ânimo louco de dizer adeus vier me trazer vontade de ser lembrança. Mesmo que seja só, estou fugindo de mim para não coroar a individualidade. Preciso me esconder em alguém e quem sabe lá, encontrar o meu reconhecer.
Estou procurando e procurar me cansa até os ossos. Estou vendendo tudo o que fui, tudo o que sou e ainda posso ser em troca de companhia. Se isso é o que me resta, vou levar só a saudade de quando fui feliz.
Aquelas cenas já sem cor que um dia causaram meu sorriso, hoje não posso ver e nem me lembrar. É utópico pensar em como era sorrir com eterna satisfação do mundo. É ilusório pensar hoje, em como eu era tão leve a ponto de ser tragada.
Pensar em me deixar aqui no sereno sem encontrar nenhum pouso colorido não é socorro, pois pensar no meu olhar sem me salvar de mim mesma é fantasioso onde nada é incrivelmente fácil.
Preciso mesmo é de alguém que segure minha mão quando aquela ânimo louco de dizer adeus vier me trazer vontade de ser lembrança. Mesmo que seja só, estou fugindo de mim para não coroar a individualidade. Preciso me esconder em alguém e quem sabe lá, encontrar o meu reconhecer.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Você é a única flor que eu carrego comigo
- Por que você não me solta?
- Olha, as vezes é preciso digerir muitas trilhas amargas até alcançar aquela musica que te faz aumentar o som. As vezes, é necessário sacrificar muitas lágrimas até o momento de brindar sorrisos, mesmo que sejam aqueles onde você apenas move os lábios e desvia o olhar antes que percebam a mentira estampada em cada poro do seu corpo.
Um sorriso pode te manter acordada e, a coleção de fragmentos de uma noite de sono mal dormida, são apenas rascunhos de tantas canções espalhadas pelo rosto que não escrevem metade do que a boca precisa cantar.
As pessoas tem desejos. O mundo tem. As estrelas tem necessidade do meu olhar, e isso me faz pensar que eu posso ler a certeza de um dia viver com seus dedos entre os meus.
Eu espalho olhares dilatados de mentira, mas só quando me perguntam se estou bem.
É natural falar sobre alegria mesmo que eu não tenha ideia do que esteja acontecendo.
É natural ouvir os comentários saborosos sobre paz mesmo que isso não faça o menor sentido para mim.
Mas perguntar se estou bem: Ah, isso você nunca deve tentar.
É arriscado provocar a paz das pessoas, é por isso que eu nunca solto a mão do meu equilíbrio. É por esse motivo que jamais permito que minhas palavras saltem de um jeito impossível de controlar.
Você não seria capaz de digerir todos os meus sorrisos que abrem a porta do fundo da minha alma onde os lábios nem mesmo se movem. Não seria capaz, pois meus defeitos, mesmo sendo tão imersos as minhas qualidades, são demais para pessoas vazias que tratam do amor como adrenalina.
Não te solto, pois você é a ultima peça que falta para que eu possa completar as necessidades que cada lote do meu corpo pede.
Meus olhos brilham, mas não pense que é por completude natural. Brilham porque vivo a ponto de chorar e as vezes, é muito difícil conservar os lábios imutáveis. Quando eles querem expelir palavras, vão acompanhados por voz tremula que chora sem se deixar levar. É por isso que meus olhos ofuscam o brilho da lua, é porque mostro a você só o que há de mais belo em mim e, em tempo nenhum, deixo transpor aquele capricho que tenho de caminhar cada vez mais rápido até meu paraíso particular.
Não te solto, porque você é o que sustenta a esperança em meu rosto tão cansado do planeta terra.
Não solto, pois sorrir é o que defende meu rastro de fragilidade invisível.
- Olha, as vezes é preciso digerir muitas trilhas amargas até alcançar aquela musica que te faz aumentar o som. As vezes, é necessário sacrificar muitas lágrimas até o momento de brindar sorrisos, mesmo que sejam aqueles onde você apenas move os lábios e desvia o olhar antes que percebam a mentira estampada em cada poro do seu corpo.
Um sorriso pode te manter acordada e, a coleção de fragmentos de uma noite de sono mal dormida, são apenas rascunhos de tantas canções espalhadas pelo rosto que não escrevem metade do que a boca precisa cantar.
As pessoas tem desejos. O mundo tem. As estrelas tem necessidade do meu olhar, e isso me faz pensar que eu posso ler a certeza de um dia viver com seus dedos entre os meus.
Eu espalho olhares dilatados de mentira, mas só quando me perguntam se estou bem.
É natural falar sobre alegria mesmo que eu não tenha ideia do que esteja acontecendo.
É natural ouvir os comentários saborosos sobre paz mesmo que isso não faça o menor sentido para mim.
Mas perguntar se estou bem: Ah, isso você nunca deve tentar.
É arriscado provocar a paz das pessoas, é por isso que eu nunca solto a mão do meu equilíbrio. É por esse motivo que jamais permito que minhas palavras saltem de um jeito impossível de controlar.
Você não seria capaz de digerir todos os meus sorrisos que abrem a porta do fundo da minha alma onde os lábios nem mesmo se movem. Não seria capaz, pois meus defeitos, mesmo sendo tão imersos as minhas qualidades, são demais para pessoas vazias que tratam do amor como adrenalina.
Não te solto, pois você é a ultima peça que falta para que eu possa completar as necessidades que cada lote do meu corpo pede.
Meus olhos brilham, mas não pense que é por completude natural. Brilham porque vivo a ponto de chorar e as vezes, é muito difícil conservar os lábios imutáveis. Quando eles querem expelir palavras, vão acompanhados por voz tremula que chora sem se deixar levar. É por isso que meus olhos ofuscam o brilho da lua, é porque mostro a você só o que há de mais belo em mim e, em tempo nenhum, deixo transpor aquele capricho que tenho de caminhar cada vez mais rápido até meu paraíso particular.
Não te solto, porque você é o que sustenta a esperança em meu rosto tão cansado do planeta terra.
Não solto, pois sorrir é o que defende meu rastro de fragilidade invisível.
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