domingo, 30 de janeiro de 2011

Entre Você e Eu

Ele: Como você faz isso?
Ela: O que?
Ele: Isso... Com os olhos...
Ela: O que eu faço com os olhos?
Ele: Sorri.
Ela: Como você faz isso com o sorriso?
Ele: O que eu faço com o sorriso?
Ela: Faz com que meus olhos escapem, transbordem....
Ele: Enquanto eu puder ver essas órbitas que emitem luz própria, nunca vou deixar de sorrir.

- Hoje Ela sente saudade e uma angústia louca...

Olá! Você é minha vida...

Eu não costumo abordar pessoas com muita frequência, talvez por medo de que pensem que sou louca.
Mas aquele sorriso era tão mágico, que eu não podia deixa-lo voar para longe de mim. Eu quero esse espetáculo brotando em meu jardim todas as manhãs. A semente eu já plantei, agora é só esperar crescer e perfumar.

Eu sei a improbabilidade desse sorriso me levar a algum lugar, mas sei que não devo procurar nele um lugar firme para descansar. A verdade é que eu não quero mais essa rotina morna do meu dia-a-dia.
Quero continuar pensando no significado daquele sorriso que exala convites doces e sacanas ao mesmo tempo. Mas com um sorriso tão convidativo e delicado, tenho medo que ele possa brilhar e apagar-se instantaneamente.

Amparo

As coisas as vezes tomam um caminho tão estranho pra mim... É como se eu perdesse totalmente a função básica de pensar. Eu tenho tanto pra ensinar mas as vezes acabo fazendo a coisa errada, como não conseguir sorrir com os olhos ou falar com o sorriso, eu costumava ser tão boa nisso...
 Hoje em dia as pessoas tem tanto medo de se mostrar.
Vivem dentro de um esqueleto metálico que protege o corpo de armas e lanças poderosas e eficazes, mas não imaginam que não potrege o coração e a alma enfraquecida...
As pessoas costumam me ver assim... Mas mal sabem elas que esse escudo na verdade é uma bolha de água e sabão que pode ser rompida a qualquer momento.

Sorria

Acordou mais cedo que o normal, isso não acontece com frequência. Mas fazer um café ralo muito doce e varrer a calçada enquanto o gato brincava com a vassoura até que fez bem a ela. Maria perguntou se ela estava inspirada aquela manhã, e ela disse que poderia continuar os sonhos que foram interrompidos. As coisas precisavam mudar e ela acreditava na beleza que era imaginar todas as pesoas um dia acordando com ar nos pulmões. Ela queria paz, e ir fundo nunca era passar do ponto.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Seu sorriso, amigo do sol

Você estava ali, sentado num canto quase que invisível aos olhos alheios e parecia estar todo para mim.
Era manhã e você tinha um rosto sonolento que eu tanto gosto. Vestia uma blusa folgada, um jeans escuro apertado e um tênis branco encardido, parecia que não queria mesmo ser notado. Lia um livro com tanta intensidedade, que parecida mergulhar.
Observei seus olhos passeando pelas letras com um olhar de concentração e eu mal podia ver seu rosto, pois o vento jogava seus cabelos castanhos lisos sobre o rosto.
Você parecia não se importar, só queria continuar sua leitura.
Marcou a pagina cautelosamente e fechou o livro guardando dentro de sua mochila onde pegou um cigarro.
Deu uma olhada rápida ao seu redor, e olhou para baixo com a fisionomia pensativa.

A maneira como se movia me encantava a cada simples gesto... O modo como levava o cigarro até a boca e soprava levemente a fumaça me carregava junto aos seus lábios vermelhos que se contraiam de lado.
Você mordia os lábios e balançava as pernas em sinal de impaciência.
Eu via ali um garoto com roupas apagadas que só queria ir para casa com seu rosto sonolento.
O sol caminhou e a telha que protegia seu rosto dele já não servia mais.
Então num olhar apertado contra o sol, enrugou a testa e abaixou a cabeça.
Fazia frio e você tremia sem poder disfarçar.
O sol era seu único abrigo, e o fato dele iluminar ainda mais seu rosto e suas bochechas coradas parecia não o incomodar muito.

Não queria mesmo ser visto, mas tudo em você discretamente chamava a atenção para quem sabia apreciar uma beleza de verdade. Não usava roupas estravagantes. mas seus olhos lançavam chamas por onde passava.
Até o gesto de descruzar a perna para cruzar outra era bonito em você.
Seus movimentos eram todos cuidadosos, suaves, como a fisionomia em seu rosto.
Parecia ser pacifico, sereno, mas se via pelo seu olhar sua personalidade forte.
Eu observava enquanto levava o cigarro até a boca e soprava suavemente a fumaça.
Alguém o chamou, e num susto, você voltou seu rosto para cima.
A luz do sol bateu novamente, e dessa vez, pude ver o sorriso que você escondia...
Se já era iluminado, o sol fazia sua parte.

Acenou não tão efusivamente, e voltou seu olhos para baixo.
Era incrível como em cada segundo você sabia como ficar cada vez mais irresistível com seu jeito menininho de olhar fixo e marcante.
Eu não sei como conseguiu ser incrivel em poucos gestos, também não sei como prendeu minha atenção, só sei que registrei essas cenas em minha memória, e as joguei em uma tela com um pincel...
Posso ver seu sorriso todos os dias.
E o olhar do garoto de roupas apagadas e fogo nos olhos...

True love away...

Eu parecia patética...
Mas por trás daquele sorriso, eu sabia que paredes estavam desmoronando e caindo em minha direção. Eu confesso que esperava mais daquele sorriso, mas quem iria imaginar que aquilo iria acabar tão mal? Quem poderia imaginar que aquilo seria o meu fim? Eu realmente acreditava que seria o inicio.

Pobre coração... Pobre borboleta que acreditou que iria provar do mais intenso perfume daquele lírio.

Ele me viu se aproximando, por que não foi me encontrar no meio do caminho? Só me acorde às oito por favor. Para eu jogar fora tudo o que idealizei. O que há de tão errado em ser feliz?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Traços e acordes



Dizer que eu te amo seria uma ofensa para o que eu realmente sinto
Mas seus olhos são tão intensos que me roubam as palavras
Do alto do décimo andar você brinca com as cordas do violão
Procurando a melodia certa
Enquanto eu escrevo a nossa canção

Eu deixo um beijo no canto da sua boca
E você me devolve com um sorriso
Cada gesto serve de inspiração e fica preso no papel
"Você me observa escrever e faz despertar notas adormecidas do violão..."

Sua voz sonolenta reclama cada vez que erra um acorde
Eu acho graça da sua irritação e você faz careta
Acerta uma nota e sorri com ar de sacanagem
Escreve uma nota no papel e volta a caneta aos lábios
Enquanto eu escrevo a nossa canção

Do alto do décimo andar
Onde o vento bate mais forte
Onde eu encaixo minha canção na sua melodia
Onde você serve de inspiração pra sua própria canção
"Onde seu sorriso debochado vira inspiração para minha melodia..."



segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Cante

-

Cante! E de um tempo ao tempo que lhe rouba a vida.

domingo, 26 de setembro de 2010


E como é que se esquece do coração?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Não importa quem você seja, é assim que eu jogo...

Ei, você sabe que não é coincidência nós gostarmos de gatos. Gatos são frios, distantes e carinhosos... Quando querem ser. Não é verdade? Está tudo mudando para o cinza novamente e por um segundo penso que falo demais... Falo maldades que passeiam pela minha mente e no momento exato em que a porta se abre elas saem dos meus lábios sem serem chamadas.
As vezes palavrões, as vezes sentimentos que passam ali só por passar e depois se perdem em mim... Elogios, piadas... Mas eu gosto mesmo, é quando saem sorrisos.
Sorrisos não deixam de ser palavras. Eu gosto daquele sorriso que me faz franzir o nariz, me faz perder o ar ou engasgar com a bebida. Eu gosto quando os sorrisos sabem a hora de sair.
Eu pensei já ter me apaixonado antes, mas meu coração queria mais...
Eu realmente pensei ter me apaixonado agora... Mas parece que aquele sorriso fica parado na porta esperando a hora de sair, se é que me entendem.
Talvez eu deva começar a quebrar corações pelo do mundo, pegar os pedacinhos de cada um e ir juntando pra consertar o meu.
Talvez eu deva provocar sorrisos pela cidade e no mesmo minuto causar lágrimas... Mas não posso então, não farei nenhum. Ele pode ser um pêssego podre, mas eu até acho que gosto...
Ele até que pode dançar comigo a noite toda, o dia também quem sabe... Mas dançar é só o que eu preciso. Sob o calor das luzes da cidade mostrando ao mundo como beijar satélites e estrelas.
-

Eu quis suspirar e voar, voar... Como uma borboleta!
Eu quero que o amor se mostre no momento em que eu olhar.
Minha visão de você vai brilhar, bem brilhante, brilhante... Como um olhar emocionado... 
Que faça minha noite iluminar. E que seja gentil, gentil...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sobre sensibilidade, passarinho, e sorrisos

No outro canto do mundo, existe alguém que pensa exatamente como eu. Sorri na mesma hora e tem a mesma sensibilidade no olhar. Penso tanto nisso que acabo atraindo a frutração.
A mente entra em conflito causando um vinculo que eu mal posso imaginar o semblante do meu alguém.
É quando ergue-se um sorriso espontâneo que vem o motivo sem razão aparênte.
Meu sorriso buscou o dele e quando sinto a brisa de outono, sei que é meu sorriso amigo dizendo: Olá!
To precisando tanto do meu alguém, que não me contento mais com uma canção...
To acreditando tanto que aquele Beija-Flor que acariciou a rosa ao meu lado veio mesmo para me fazer companhia. Acredito que minha solidão buscou a dele e a atração foi tão forte a ponto de convencer um Colibri a alegrar minha metade sem usar sequer uma palavra. Esse mesmo passarinho, que fez companhia quando você se sentia só, e que por fim causou um sorriso, bem quando a brisa passeava por ali e tocou seu rosto lhe causando outro sorriso.
Quando os sorrisos, ficam cada vez mais frequentes, mais saborosos, agradáveis, delicados, espontâneos, adocicados... É sinal de que os passarinhos vão descansar por um longo outono de folhas secas... Entendem?


"Se você sorri com uma frequência diferente, pode entender o que eu digo..."





domingo, 27 de junho de 2010

Sonhos, sorrisos e borboleta

Dizem que os sonhos, te levam para onde você queria estar...
 
{. . .}
 

Quando você sorri com uma frenquência diferente, passa a sentir mais coisas... Labirintos atraem meus instintos como a força de uma onda vinda lá de longe, bem de longe... Ela chega fraca na areia, e leva os nomes escritos com os dedos...
Talvez com uma nova chance, eu erraria novamente.
Quando eu sonhava a muito tempo atrás, meus olhos pesavam tanto que eu mal conseguia disfarçar... Sentada no onibus podia ler os pensamentos das pessoas sobre o coração que o meu olhar denunciava. "Parece esgotada..." Uma pontada. "Me visto melhor..." Foda-se. "Fim de um relacionamento, certeza!" Não... Nunca sequer tive um relacionamento.
- O que houve com seus olhos hoje?
- Nada, por que?
- Não vejo brilho neles...
- Está tudo bem...

Quando eu sonhava, pensava que era como um dia, um dia comum. Um sonho comum.
Mas dessa vez, te causaram admiração garota...
No fim de uma noite qualquer, depois de um jogo do time do coração, um destino interferiu no seu, não que ele quisesse... Não que você, quisesse... Talvez o seu destino quisesse tanto ele, que acabou interferindo no dele, e o atraindo para aquela noite.

No bar, um amigo e eu. ele entrou sem que eu pudesse ver e quando fui notar a sua presença, estava me olhando, com aqueles olhos... Ah... Que olhos! Jaboticabas madurinhas, negros, intensos, veementes, zelosos, dedicados e mais uma série de coisas que faltam em meu vocabulário. Eu não retribui ao olhar da primeira vez, até hoje me pergunto, por que?
Mas quando veio o segundo... Veio com um sorriso, eu não resisti, antes tivesse resistido, não por querer, mas por não saber mesmo o que fazer, não consegui mostrar meu sorriso de outra frequência, nem mesmo quando me comparou a uma borboleta... E mesmo feito tudo o que fiz, mesmo dizendo que sim, querendo ir contra o que está forte aqui dentro, luto a favor desse sentimento de dever cumprido.
É... Eu fiz o que pude, não tenho mais nenhum plano, vou continuar dançando no silencio talvez, até os destinos se atraírem mais uma vez.
Enquanto isso, os meus sonhos se encarregam de me levar aonde eu queria estar.